Feiticeira de Thyr

“Vamos que quero estar de volta antes do almoço.” Diz o caçador enquanto sobe no pequeno barco jogando um punhado de moedas ao barqueiro, que as conta rapidamente e se põe a remar.

Pouco tempo depois de terem entrado no pântano o caçador avista um Alce, ele rapidamente ergue e mira o arco. Com o remo, o barqueiro força o arco para baixo e aponta para um corvo em um galho próximo deles. “O Silêncio do Corvo” susurra o barqueiro.
O Alce percebe o barco e começa a correr, o caçador volta a erguer seu arco e, com dificuldades, acerta a presa.
“Imbecil! Você quase o deixa escapar.” diz o caçador acertando o rosto do barqueiro com seu arco.
“O que foi que você fez?” diz o barqueiro com medo na voz. “O Silêncio do Corvo é a lei do pântano, é assim que ela caça!” e apontando novamente para o corvo: “Eles são os olhos dela.”
“Ela quem?” pergunta indignado o caçador.
Corvos chegam voando, gritando e rodeando o barco. Onde antes estava o primeiro corvo, agora está uma figura estranha, uma mulher de rosto tampado com galhos saindo da cabeça.
“A Bruxa de Thyr” respondeu o barqueiro, que nunca mais foi visto.